Ana Maria Amorim odeia se apresentar pela profissão, mas é jornalista. Mergulha diariamente seus pensamentos em utopias, depois os rasga com realidade. Disfarça timidez com extroversão - sofrimento com sorriso. Ou vice-versa.

A enfermeira tomava o café em pé no corredor do hospital. O taxista era assaltado parado no sinal. A dançarina estava a um passo de torcer o tornozelo. O jogador estava na mesa de operação para consertar o joelho. A filha despedia-se pela última vez do seu pai. A jornalista engolia o grito: “Não agüento mais!”. A cantora fingia risos antes de entrar no palco. O sapateiro passava a cola errada no sapato.
Os pasteis eram fritos na gordura velha. O fogo queimava a parafina azul da vela. O casaco era jogado por cima da cama. O amor descobria que ninguém mais o ama. O telefone tocava sem ninguém para atender. E, quando tudo tentava os mistérios entender…
Luzes apagadas. E apenas os soluços coloriam aquele vazio.
Tags: cotidiano, Trupe de Quintatrupe de quinta – luzes apagadas
é assim: na segunda, um desses aqui embaixo manda um tema. na quinta, todos esses escrevem sobre. siga no twitter.![]()
amanda oliveira • andré pacheco • izabel pompermayer • lara marx • nati boaventura • rafael glass • rodrigo casales • victor godoi
é quando as luzes se apagam que as coisas se revelam.
ótimo texto, honey!
Enquanto uns nascem outros morrem. Ainda há os que nascem mortos. A mente humana, às vezes, vê tudo isso, percebe que enquanto uns sorriem outros choram, enquanto a madrugada cala e a tarde raia no outro continente. Porém, somos limitados à só agir ao ambiente em que estamos de corpo presente. É incômodo.
Você consegue traduzir em palavras o que eu consigo só pensar emaranhado
e nesse cotidiano a vida inteira se esvai. melancólico, vazio… e cheio no final.
genial. baiana!
Imagens incandecentes!
Te amo.