Ana Maria Amorim odeia se apresentar pela profissão, mas é jornalista. Mergulha diariamente seus pensamentos em utopias, depois os rasga com realidade. Disfarça timidez com extroversão - sofrimento com sorriso. Ou vice-versa.

Como a espuma das ondas do mar. Qual sabor deve ter? Da paz que se faz quando se observa, da fúria que devasta quando menos se espera. Alguns segredos escondidos, prontos para insurgirem mais uma vez, rachar todas as naus e todos os portos que não são abertos para os sonhos passarem.
Você – tal qual a espuma do mar – esconde a força que lhe carrega com destreza. Não esconde por desejo teu, certamente. Esconde porque eles não compreendem que nunca se separou da força das ondas, nem mesmo teu corpo foi além disto, nem tua vida.
Os sais a derramar serão chamas a te lembrar. Ardem as águas ao enfrentarem as rochas. Partem as pedras que pensam lhe desafiar. Mas sabes, é bem verdade, que teu último sorriso neste banho líquido é uma promessa que os tridentes do além-mar ainda farão ressoar.
Tags: Amor, Humanidade, Liberdade, Saudadenaufraguei neste conto, sem bússola, sem bote, sem saber nadar.
quase me afoguei, fiquei desesperado.
o mar me engolia para simpre!
não sei se algum dia serei lançado nas pedras ou perfurado por seus tridentes.
mas hoje suas bolhas me fazem cócegas em todo o corpo abrindo meu sorriso em ondas gigantes, golfinhos voadores e rabos de baleia acasalando.
te amo!