Ana Maria Amorim odeia se apresentar pela profissão, mas é jornalista. Mergulha diariamente seus pensamentos em utopias, depois os rasga com realidade. Disfarça timidez com extroversão - sofrimento com sorriso. Ou vice-versa.

Teclas, travas e traçados. Todos enfileirados. Nossa linha de montagem, nossa falta de vontade, nossa coluna é uma engrenagem. Senta, levanta, pisa e chora. Uma janela sem aurora, uma novela sem demora, uma primavera sem amoras.
Este ritmo obsoleto que pulsa novo dentro de mim. Caminho com minério na veia e sem desejos por nada abstrair. Se de vidro, ou de plástico – tanto faz, transparece. A água que vem sem sais de longe me emudece – resta algo dentro das curvas, um suspiro na carne crua. O destino é uma mulher semi-nua.
Caso, laço, caos, acaso… A fita desenrola sem descolar o ontem do amanhã. O hoje é lenda contada para as crianças todas manhãs. Tamanha seja a ordem que gritar o imperador – proclamem a verdade como a mentira sã.
Tags: Desespero, Fim, Máquina, Moldes, Víciospenso, penso e penso, mas não consigo encontrar um jeito de dizer isso sem parecer rasgação de seda…
cê é muito talentosa e tem estilo só seu (coisa tão rara).
A maneira como amarra as palavras, imprimindo o ritmo ao texto, conduz a leitura com sentimento novo a cada história.
lindo.
como sempre.
vc é deslumbrante, escreve com todo o corpo, perfeitamente ritmado com a alma.
sua poesia é viva e encantadora.
te amo!