Ana Maria Amorim odeia se apresentar pela profissão, mas é jornalista. Mergulha diariamente seus pensamentos em utopias, depois os rasga com realidade. Disfarça timidez com extroversão - sofrimento com sorriso. Ou vice-versa.
Ensinaram-me que os lápis de cor ficam dentro de uma caixa e que devem ser enfileirados de acordo com a tonalidade. Ensinaram-me também que os meninos são proibidos de usar saia, a não em uma país distante que eu possivelmente nunca visitarei. Ensinaram ainda que para me casar eu teria que usar um vestido branco e subir no altar da igreja.
Ensinaram-me que Plutão é o último planeta do nosso sistema. Depois ensinaram que ele nem planeta era. Ensinaram-me que o céu é azul por causa do oxigênio. Outros me disseram que era por causa do reflexo do mar – ou será que foi ao contrário?
Ensinaram-me que existem quatro estações. Que as flores se abrem na primavera e que se fecham no verão. Ensinaram-me que todo mundo um dia divide seu coração. E todo mundo um dia também chora de decepção. Que nunca a vida é tão bela, mas jamais também tão amarga.
Guardei em cada ensinamento uma interrogação. E cada interrogação, guardei um um pote vazio. Agora, assim, cheia desses potes vazios em mim, quase sufocada, mal consigo me mover. Alguém, por favor, me ensina como eu posso me mover?
Tags: cotidiano, Moldes, VíciosEra uma vez um ganso, que vivia dentro de uma garrafa. Ele foi crescendo e, um dia, percebeu-se que ele não podia mais sair por onde entrou.
Se ele não sair, acabará sendo esmagado. Mas quebrar a garrafa – o mundo, os moldes – seria uma saída esquizofrênica.
Que fazer?
=)
(minha tentativa de releitura com viés zen budista… haha)
(sim, bastante cerveja hj)
hahaha, adorei.
eu tava indo dormir quando me veio esse texto na cabeça. bom que serviu pra florescer o seu lado zen budista. hahahaha!