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	<title>anacrônicas &#187; Diálogo</title>
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		<title>Mar, colcha e hidratante</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 15:06:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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Quando morava em Minas Gerais, uma vez alguém me perguntou como era a saudade que eu sentia da Bahia. O engraçado é que um dia antes da pergunta eu tinha pensado sobre o assunto. É que eu estava a caminhar na beira da lagoa da universidade e comecei a sentir um leve cheiro de mar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="ImgGrd"><a href="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/mar-colcha-e-hidratante.jpg"><img src="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/mar-colcha-e-hidratante.jpg" alt="" title="mar, colcha e hidratante" width="510" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-675" /></a></div>
<p>Quando morava em Minas Gerais, uma vez alguém me perguntou como era a saudade que eu sentia da Bahia. O engraçado é que um dia antes da pergunta eu tinha pensado sobre o assunto. É que eu estava a caminhar na beira da lagoa da universidade e comecei a sentir um leve cheiro de mar no ar. Sorri como quem não quer admitir que está sentindo a falta de algo que deixou pra trás. Era o cheiro de tantas manhãs que vivi em Salvador.</p>
<p>- São três sensações que sinto que me fazem perceber que estou com saudades.</p>
<p>- Quais sensações?</p>
<p>- O cheiro de mar, que aqui ainda sinto, apesar de saber que vem da memória e não das águas e do ar. O cheiro da minha colcha de cama, marrom com pequenas estampas, em par com a da minha irmã. E o cheiro – e textura – das mãos da minha mãe, leves com o hidratante barato e cheiroso que ela sempre tinha na pia do banheiro.</p>
<p>- São só cheiros, então?</p>
<p>- Sim&#8230; e não. Cheiros e também textura que são apenas uma ilustração daquilo tudo que me pertence, apesar de longe hoje&#8230;</p>
<p>Hoje, sinto o cheiro do mar com frequência. A colcha da minha cama já não está mais aqui, nem mesmo a minha cama de madeira, a escrivaninha com prateleiras onde passava a tarde a estudar para as provas do colégio. Minha mãe viajou, mas mesmo quando chegar, não sei se terá tempo para  ficar abraçada comigo. E ela trocou a marca do hidratante. Mas acho que não era bem isso que importava.</p>
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		<title>O mapa das listras</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 01:27:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Desconfiança]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo]]></category>

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- Mas eu só fui buscar um copa d&#8217;água.
(Era incrível como ele tinha mudado, me perguntava tudo, o mais trivial, com aquele ar de quem desconfia. Em minha cabeça, se ele tanto desconfia, ou está inseguro &#8211; comigo ou com ele &#8211; ou está descontando alguma outra agonia nos meus ombros. O que fazer? Nenhuma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="ImgGrd"><a href="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/o-mapa-das-listras.jpg"><img src="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/05/o-mapa-das-listras.jpg" alt="" title="o mapa das listras" width="510" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-436" /></a></div>
<p>- Mas eu só fui buscar um copa d&#8217;água.</p>
<p>(Era incrível como ele tinha mudado, me perguntava tudo, o mais trivial, com aquele ar de quem desconfia. Em minha cabeça, se ele tanto desconfia, ou está inseguro &#8211; comigo ou com ele &#8211; ou está descontando alguma outra agonia nos meus ombros. O que fazer? Nenhuma ideia, apenas seguir para ver como joeirar o cotidiano.)</p>
<p>- É verdade, tinha me esquecido.</p>
<p>(Nunca tive agenda, acho desperdício de papel e eu costumo sempre esquecê-la em alguma gaveta funda de madeira. Mofam as páginas com aquele amarelo e cheiro de naftalina. Um ano novo que começa condenado à poeira não me parece poético. Não fui no café da esquina pela tarde, onde iria conhecer alguns de seus amigos de infância. Se escondi algum outro plano ou não dou a mínima para sua história são apenas luzes fortes em sua cabeça.)</p>
<p>- Amanhã eu não posso ir.</p>
<p>(Cerca de nove entre dez humanos precisam fazer o básico &#8211; todos, claro, mas tenho mania de evitar a unanimidade. E para isso, são necessários alguns itens de necessidade óbivia. Eu ia ao supermercado.)</p>
<p>- Castanho claro.</p>
<p>(Está diferente, sim. Mas não pela cor. É que fiz uma escova, eu mesma, rapidamente no banheiro pela manhã. Tá, tudo bem, pode ser a cor. Mas já faz um mês que troquei o Louro Escuro pelo Castanho Claro. Será que não fez diferença?)</p>
<p>- Boa noite.</p>
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		<title>Na mesa</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 21:59:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo]]></category>

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Lembro-me do casal de russos que apareceram naquela tarde para o encontro da escola. A pele, bem alva, recebia o forte tom de vermelho no rosto e braços. O sol escaldante daquela cidade descamava qualquer parte que ousasse se esquecer de uma boa proteção. Dentre as porções de calamari e copos de sidra, uma mulher [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="ImgGrd"><a href="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/na-mesa-.jpg"><img src="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/na-mesa-.jpg" alt="" title="na mesa" width="510" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-383" /></a></div>
<p>Lembro-me do casal de russos que apareceram naquela tarde para o encontro da escola. A pele, bem alva, recebia o forte tom de vermelho no rosto e braços. O sol escaldante daquela cidade descamava qualquer parte que ousasse se esquecer de uma boa proteção. Dentre as porções de calamari e copos de sidra, uma mulher italiana, também na mesa, começou a conversar comigo em seu próprio idioma. Assustou-se com a minha incapacidade de compreendê-la.</p>
<p>“Não consegue entender italiano?”, perguntou surpresa em inglês, que intermediava nossa conversação, e manteve os olhos arregalados ao ouvir meu não. Curiosa para testar os ouvidos ao português, pediu que recitasse alguns versos em minha língua-mãe.</p>
<p>Conseguia lembrar poetas e escritores dos mais diversos países onde o português se rodopia pelas falas, lembrava dos coros de sotaques tão melódicos, estranhos, receptivos. Mas confesso que nenhuma linha se completava em minha mente. “No meio do caminho, havia uma pedra”, poderia arriscar, mas terminaria aí mesmo. “O poeta é um fingidor”, e mais nada iria acrescentar. “Não é crime esse fardo que me comprime”, e nada mais o mal do século poderia me revelar.</p>
<p>“Pode ser uma música?”, desviei. Claro que poderia. Nada soa mais belo que um português cantado em um ritmo despretensiosamente calmo misturado com uma alegria que não sabe se é malandra, insinuosa ou apenas poesia. Lá no baú de trinta, quarenta anos atrás, busquei alguns versos para a curiosidade mediterrânea.</p>
<p>Passei a vez aos russos. Perguntaram se alguém sugeriria algum poeta do país deles para que eles declamassem, talvez poderiam recordar algumas estrofes. “Maiakovski”, pedi. Os olhos do rapaz me fitaram com espanto: “já leu algo dele?”. “Sim&#8221;, respondi. “Mas que estranho pensar em como conseguiriam traduzir Maiakovski para português!”. Ri, e continuamos naquela mesa a tentar decifrar nossas línguas, em reinterpretações e traduções claras de nós mesmos.</p>
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		<title>O ovo, a farinha e a mosca</title>
		<link>http://anacronicas.com.br/blog/2009/11/o-ovo-a-farinha-e-a-mosca/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 02:47:15 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Excêntrico]]></category>

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Como todos em algum dia de suas vidas, as perguntas irradiavam em minha cabeça de forma tão singela que não pronunciar uma dúvida ou inquietação funcionava como um redomoinho ativado a cada instante, perturbando e desafrouxando a minha existência. Sim, eu era irritante, mas quem nunca o fora ao completar os seus imbecis cinco anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="ImgGrd"><img src="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/ovo.jpg" alt="O ovo, a farinha e a mosca" title="O ovo, a farinha e a mosca" width="510" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-319" /></div>
<p>Como todos em algum dia de suas vidas, as perguntas irradiavam em minha cabeça de forma tão singela que não pronunciar uma dúvida ou inquietação funcionava como um redomoinho ativado a cada instante, perturbando e desafrouxando a minha existência. Sim, eu era irritante, mas quem nunca o fora ao completar os seus imbecis cinco anos de idade? Anos este que parecem fazer coçar a garganta até esta arder em inflamações e feridas de interrogações.</p>
<p>Aos cinco anos de idade, havia uma pergunta que me deixava particularmente intrigado. Na verdade, trata-se de um conjunto fechado de questões: De onde vieram as coisas? Para onde elas vão? E o que são tais coisas? Pode parecer abstrato demais pensar nisto, mas não foi assim naquela tarde na roça, quando estávamos sentados eu, meu pai e minha mãe na mesa de madeira da cozinha.</p>
<p>Desta vez, a toalha de mesa xadrez em tons de azul e branco não foi capaz de desviar a minha insistência em saber o que aquele ovo frito com sua gema indecisa sobre a consistência teria a me dizer sobre minhas queixas existenciais. Perguntei a minha mãe, que me parecia deveras dócil quando eu danava a fazer perguntas em sequência.</p>
<p>- Este ovo aqui é o mesmo que aquele ovo ali?</p>
<p>Perguntei apontando para os ovos que a galinha branquela do meu pai havia botado e que, cautelosamente, ele havia recolhido do ninho. Minha mãe disse que sim. Aquilo me perturbou.</p>
<p>- E então nós colocamos ele na frigideira e comemos.</p>
<p>Mais uma resposta afirmativa. </p>
<p>- E não tem mais chance de esse ovo fazer mais nada?</p>
<p>Agora foi a vez do não. Aquilo me deixou impotente. Remexi a gema, perfurei aquela película fina. Derramou a pasta amarela em meu prato, manchando a clara e a louça. </p>
<p>- Eu não quero isso. Eu quero o ovo de volta.</p>
<p>Minha mãe lamentou, mas não poderia fazer nada. Nem ela, nem meu pai nem mais ninguém.</p>
<p>- Mas e se eu deixar ele aqui, quietinho, não tem mesmo como?</p>
<p>Meu pai enxugou o suor. Passou a conversa inteira suando e me olhando com cara de reprovação. Cada golpe de olhar que me dava me chamava silenciosamente de estúpido e ordenava que eu engolisse as minhas palavras a seco. Foi neste momento que ele bateu a ponta da faca na mesa e olhou em meus olhos. Da sua boca, saiu a explicação final:</p>
<p>- Se não comer, vira lixo. Se comer, vira bosta.</p>
<p>Acho que tinha acabado a farinha. Minha mãe foi buscar. Um mosquito sentou na borda do meu prato.</p>
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		<title>Fim da Tarde</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 15:26:58 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Humano]]></category>
		<category><![CDATA[Palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eu trabalho para os cegos. É pelo motivo óbvio. Não quero trabalhar para quem me veja. Assim, deixo de lado as censuras, as estampas, as estruturas. Espero que não lhe incomode que eu diga isto tudo agora, neste final de tarde, assim de supetão. Na verdade, é que este seu par de olhos ativos me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="ImgGrd"><img src="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/fimdatarde.jpg" alt="Fim da Tarde" title="Fim da Tarde" width="510" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-231" /></div>
<p>Eu trabalho para os cegos. É pelo motivo óbvio. Não quero trabalhar para quem me veja. Assim, deixo de lado as censuras, as estampas, as estruturas. Espero que não lhe incomode que eu diga isto tudo agora, neste final de tarde, assim de supetão. Na verdade, é que este seu par de olhos ativos me faz querer contar destas coisas.</p>
<p>A outra parte, tem razão, ela existe. Sou textura, sou pele, sou calor. Esta sensação me inova em cada instante. E me renova dentro de mim mesmo. Mas não é este banho de sentimentos escondidos que mais me apetece, você bem sabe. Creio que sou bem sólido e gélido, isso talvez não se perceba nem entre os que nunca enxergam.</p>
<p>Sabe, seus olhos assim me parecem meio cruéis. Eles ficam me perguntando tudo. E eu fico tentando responder tudo. Gosto de ser um vão. Um vão negro que passa, um vão vazio que toca. </p>
<p>Também acho que não deveria estar falando isto tudo com você agora. Faz quanto tempo mesmo que não nos vemos? Eu vou pedir outro capuccino. </p>
<p>Mas é mais ou menos isso, compreende? Não, eu sei que não. Estou meio perdido dentro dessas luzes diárias. Inusitado? Não, foi apenas uma sinceridade. Desculpe, não deveria ter tocado neste assunto. </p>
<p>Esqueça. A toalha da mesa quadriculada me apetece. Lembra a da casa do campo, não é mesmo? Mas prefiro mesas de madeira às de vidro. Você sabe. Enfim, esqueça-me. Eu lhe disse, eu trabalho com cegos. Eles estão por perto.</p>
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		<title>Palavras finais</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 21:26:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Fim]]></category>
		<category><![CDATA[Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Saudade]]></category>

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		<description><![CDATA[
- Você vai?
- Sim.
- E volta?
- Não sei.
- O que decide?
- O talvez.
- Sou eu?
- Depende.
- Sou eu.
- Como?
- Vá.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="ImgGrd"><img src="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/09/5f826f5ede14284c2cc5674dc3bb24531.jpg" alt="Palavras finais" title="Palavras finais" width="510" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-163" /></div>
<p>- Você vai?<br />
- Sim.<br />
- E volta?<br />
- Não sei.<br />
- O que decide?<br />
- O talvez.<br />
- Sou eu?<br />
- Depende.<br />
- Sou eu.<br />
- Como?<br />
- Vá.</p>
]]></content:encoded>
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