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	<title>anacrônicas &#187; Livros</title>
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		<title>Distraídos venceremos</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 17:17:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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Uma pausa para algumas notas.
Para quem gosta de escrever contos, o 21º Concurso de Contos Paulo Leminski recebe inscrições até o final deste mês. Costumo ter bloqueios sérios para escreever algo para concursos de contos, acabo não enviando, mas se você tiver um na gaveta &#8211; mesmo que esta seja imaginária, ainda &#8211; vale a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="ImgGrd"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_tF-RURYe_PE/TEJq5pvxSYI/AAAAAAAAA3U/SLT1nJyDHgk/s1600/paulo_leminski20102.jpg"/></div>
<p><strong>Uma pausa para algumas notas.</strong></p>
<p>Para quem gosta de escrever contos, o <a href="http://www.unioeste.br/leminski/">21º Concurso de Contos Paulo Leminski</a> recebe inscrições até o final deste mês. Costumo ter bloqueios sérios para escreever algo para concursos de contos, acabo não enviando, mas se você tiver um na gaveta &#8211; mesmo que esta seja imaginária, ainda &#8211; vale a pena arriscar. Não vale conto já premiado.</p>
<p>Você, sortudo, tá com o dia livre hoje e pode dar um pulo na Livraria da Vila, em São Paulo. E poderá ver o encontro de Mia Couto e Agualusa, às 19h30. Boa sorte com as senhas. O cartaz do evento tá <a href="http://www.livrariadavila.com.br/newsletter/newsletter125/">aqui</a>.</p>
<p>E o Querido John, da Editora Novo Conceito, que não saia da lista de mais vendidos, ganhou <a href="http://www.subtitulo.com.br/2010/08/promocao-querido-john.html">promoção no Subtítulo</a>. É o que? Também tem medo dos livros que ficam naquela lista de 10+ da Veja? Somos dois, mas não custa nada arriscar.</p>
<p>Pra terminar, acabei inscrevendo este blog aqui no Blog Books. Quer dar uma forcinha para transformar essas páginas em um livro de verdade verdadeira? Vote quantas vezes quiser pelo <a href="http://www.blogbooks.com.br/blogs/votando/YmxvZ2Jvb2tzXzk4MA==">link</a>. E sinta-se motivado a espalhar!<br />
<a href="http://www.blogbooks.com.br/blogs/votando/YmxvZ2Jvb2tzXzk4MA==" target="blank"><img src="http://www.blogbooks.com.br/img/selo_pequeno.gif" border=0 /></a></p>
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		<title>Todos os nomes</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 21:32:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes e livros e afins !]]></category>
		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>
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		<category><![CDATA[Todos os nomes]]></category>

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		<description><![CDATA[
Uma vez, em um conversa sobre literatura, conversávamos sobre alguns contos de Borges. Lembro que alguém me recomendou o &#8220;Emma Zunz&#8221;. O meu marcador de texto da antologia pessoal dele, coincidência ou não, estava descansando exatamente na página inicial de tal conto. Semana retrasada relembrei daquela prosa pós-reunião.
Lembrava que havia outra jornalista na mesa e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="ImgGrd"><a href="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/08/Todos-os-nomes.jpg"><img src="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/08/Todos-os-nomes.jpg" alt="" title="Todos os nomes" width="510" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-696" /></a></div>
<p>Uma vez, em um conversa sobre literatura, conversávamos sobre alguns contos de Borges. Lembro que alguém me recomendou o &#8220;Emma Zunz&#8221;. O meu marcador de texto da antologia pessoal dele, coincidência ou não, estava descansando exatamente na página inicial de tal conto. Semana retrasada relembrei daquela prosa pós-reunião.</p>
<p>Lembrava que havia outra jornalista na mesa e que era responsável pela revisão de uma revista e de um jornal. E com muito gosto pelo serviço, vai entender. Foi quando um amigo começou a contar a história de um livro.</p>
<p>Muito me interessou. Era baseada na intrigante busca de um homem por todos os nomes do mundo, numa exatidão de definições que o levava a este vício incansável de nomear, arquivar, organizar todos, todos e todos os nomes. Lembro que ele me disse que o livro se chamava &#8220;Todos os nomes&#8221;, de José Saramago.</p>
<p>Achei o livro facilmente, visto que com <a href="http://anacronicas.com.br/blog/2010/06/a-linha-perdida/">a recente morte do escritor</a> todas as livrarias reservaram um pedacinho para expor sua obra. E lá estava &#8220;Todos os nomes&#8221;. Mas a história que o tal amigo me contou foi apresentada em outro livro. A surpresa, porém, valeu toda a viagem literária.</p>
<p>&#8220;Todos os nomes&#8221; é mais um dos livros em que Saramago pede licença para abusar da maestria. O personagem principal, único a ser nomeado na história, é o Sr. José. Ele está ancorado na burocracia da Conservatória Geral do Registro Civil. Anos e anos de trabalho, de vida modesta, de cotidiano, até se colocar uma distração de colecionar os dados de pessoas famosas. O descuido de pegar, por engano, a ficha de uma anônima qualquer, porém, consegue ir fatiando a história em momentos de metáforas, de labirintos, de busca, onde podemos aos poucos nos transpor para a obra.</p>
<p>Não foi a história que eu procurei, mas foi a que eu encontrei. E enquanto sigo sem saber qual era o título real da história a mim indicada, fico com o deslumbre da surpresa de Saramago.</p>
<p><em>* A imagem no topo do post é de Escher. Surpresa boa saber que nas edições antigas era ele que ilustrava a capa de tal livro!</em></p>
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		<title>&#8220;Um dos maiores do ano!&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 17:50:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes e livros e afins !]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Os excluídos]]></category>
		<category><![CDATA[Yiyun Li]]></category>

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Sofro de um efeito oposto ao desejado pelas propagandas. Simples: se uma caixa de bombons tem a frase “o melhor da sua vida” estampada, não dou o mínimo de credibilidade. Assim acontece com todos demais produtos. Acho que é como uma antipatia por pessoas que cantam vitória transferida para o mundo das mercadorias. Talvez eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="ImgGrd"><a href="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/um-dos-maiores-do-ano1.jpg"><img src="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/um-dos-maiores-do-ano1.jpg" alt="" title="um dos maiores do ano!" width="510" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-660" /></a></div>
<p>Sofro de um efeito oposto ao desejado pelas propagandas. Simples: se uma caixa de bombons tem a frase “o melhor da sua vida” estampada, não dou o mínimo de credibilidade. Assim acontece com todos demais produtos. Acho que é como uma antipatia por pessoas que cantam vitória transferida para o mundo das mercadorias. Talvez eu esteja personalizando demais os pobres doces de cacau, mas é inevitável.</p>
<p>Minha condenação a essas frases topetudas sempre teve suas exceções. Meu namorado, quando voltou de viagem, trouxe um livro lindo de poesia cujo título (veja bem, é o título, não é uma frase solta no livro!) é: <a href="http://www.amazon.fr/plus-belles-pages-po%C3%A9sie-fran%C3%A7aise/dp/2709815524">“as mais belas páginas da poesia francesa”</a>. Chego torcer o nariz para esses títulos. Sinto arder a presunção dele em minhas mãos. Mas a surpresa de folheá-lo e ver a seleção, a organização, o cuidado da edição, me fez realmente acreditar que aquelas poderiam ser, de fato, as mais belas páginas.</p>
<p>A vez mais recente que a repulsa não funcionou foi na livraria. Fui por causa de um Saramago (nunca vi uma frase dessas em nenhum dos livros dele, amém), mas achei um livro lindo, com uma capa chamativa e um título atraente: <a href="http://compare.buscape.com.br/proc_unico?id=3482&#038;kw=yiyun+li">“Os Excluídos”, de Yiyun Li.</a> Confesso que segurei por alguns segundo o livro na indecisão de levá-lo por causa da maldita frase impressa ali embaixo da capa: “um dos maiores romances do ano segundo o The New York Times”. Congelei por um instante. Virei o livro e mais frases descreviam as sensações e cenário do livro.</p>
<p>O livro tem a história da China como pano de fundo. Mais especificamente, a Revolução Cultural, quando Mao Tsé-Tung já havia morrido. Dito isto e dito que o livro é aplaudido pelo NY Times, The Observer, The Washing Post, Times e companhia, sabia que a receita seria a condenação de uma contrarrevolucionária e as contradições de tal revolução no país. Óbvio!</p>
<p>Mas não tão óbvio é a leitura do livro. Comecei achando que não ia deslanchar, mas os elos são criados de forma perspicaz, aos poucos você se sente preso na trama. Ia me surpreendendo com as possibilidades da estória a todo instante. Descobri que a autora estava na<a href="http://www.guardian.co.uk/books/2010/jun/04/new-yorker-young-writers-list"> lista dos escritores com menos de quarenta anos em destaque</a> por uma dessas mil listas que fazem pelos jornais afora. Se é um dos maiores romances do ano, não sei. Mas vale a leitura.</p>
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		<title>Leituras, teorias e rabiscos</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 01:19:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aninha]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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Encontrei, dia desses, no armário da minha mãe, um monte de textos meus. Ela guarda a impressão que fiz de quase todos textos do meu primeiro blog. Junto, ainda, o rascunho e o original de redações que ganharam concursos. Ela também guarda alguns e-mails que mandei para ela, cartinhas que escrevia quando pequena, e usa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="ImgGrd"><a href="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Leituras-teorias-e-rabiscos.jpg"><img src="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/Leituras-teorias-e-rabiscos.jpg" alt="" title="Leituras, teorias e rabiscos" width="510" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-649" /></a></div>
<p>Encontrei, dia desses, no armário da minha mãe, um monte de textos meus. Ela guarda a impressão que fiz de quase todos textos do meu primeiro blog. Junto, ainda, o rascunho e o original de redações que ganharam concursos. Ela também guarda alguns e-mails que mandei para ela, cartinhas que escrevia quando pequena, e usa como marcador de página os cartões de “feliz dia das mães” nos livros, com aqueles desenhos em giz de cera e colagens de papel de carta. Penso em imprimir os outros textos e também os textos deste blog aqui para ela. Não há outro presente que a deixa mais feliz (ao menos, com a minha possibilidade financeira de presentear&#8230;).</p>
<p>O mais estranho, porém, é que quando eu releio os textos que eu escrevi eu não consigo me identificar. Tudo bem que tem alguns que são óbvios que fui eu mesma que escrevi, alguns que me marcaram mais ou que se encaixam muito perfeitamente em momentos meus, e não em abstrações. Mas a verdade é que eu estranho muito meus textos, acho repetitivos e negativos (tanto no sentido do texto quanto na escrita – reparem que sempre tem uma frase que começa com “não”, no final do primeiro parágrafo deste texto, por exemplo, lá está ele!).</p>
<p>É constrangedor quando meus amigos falam que eu escrevo para alguém na minha frente. Bom, se você é apresentado a um fotógrafo, pede que ele lhe mostre uma fotografia, se for uma pintora, que lhe mostre um quadro, e se for uma “pessoa que escreve”? Primeiro: as pessoas tendem a decifrar isso como poeta. Segundo: pedem que você recite uma dessas poesias. Apesar de amar poesias e até arriscar algumas, sofro de um bloqueio imenso para decorá-la. Mesmo com cinco anos de teatro nas costas, a dificuldade em decorar textos é imensa em mim. Uma vez apenas decorei um poema que fiz. Mas já esqueci. E sempre passo essa vergonha de não saber dizer os meus versos miúdos. Nem dos outros – já soube, uma vez apenas, um de Florbela Espanca completo, que esqueci, e um do Fagundes Varela, que só sobraram alguns versos ecoando em minha mente.</p>
<p>Mas a descoberta maior está escondida. Quando eu ainda estudava para o vestibular, comecei a escrever uma história. Escrevia compulsivamente, parava por um tempo, voltava a todo vapor. Era um desafio criar a história, pois era de realismo fantástico. O arquivo ultrapassou, aos poucos, as mais de cem páginas em arquivo do word. Eram personagens que eu imaginava em qualquer pensamento perdido de final da tarde. Mas um belo dia de férias, já na faculdade, afastou tudo aquilo de mim. Meu computador foi roubado durante as férias, e junto com ele foram embora as minhas fotos, meus trabalhos acadêmicos, minhas músicas preferidas e, claro, meus textos escritos&#8230; Nunca mais quis mexer com essa brincadeira de escrever longos textos em meu computador, nunca mais tive também a ideia sobre o que escrever. Fiquei com meus textos curtos.</p>
<p>Porém, falei de descoberta escondida. De fato, faz muito tempo que comecei a história inacabada. Nem lembro muito como foi o meu processo de criação daquilo tudo. E creio que foi ficando uma história até mesmo interessante, apesar de não mostrar a ninguém. Mas em uma pasta velha que sempre carreguei comigo em mudanças, porque sempre ficaram guardados documentos e contratos, estavam algumas páginas azuis. Nestas páginas, numeradas manualmente com tinta de caneta, está impressa a história que comecei há tempos atrás. Não consigo voltar a ler. É como carregar pedras que já rolaram pelas montanhas. Quem sabe quando terei coragem de queimá-las? </p>
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		<title>Desisti</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 22:55:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Fim]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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Apesar do cheiro forte e provocante de páginas amarelas pelo tempo – o que, confesso, me atrai durante uma leitura – e apesar da chuva fina que fechava a tarde na cidade, eu não terminei de ler o livro. Não momentaneamente, eu decidi não saber o resto da história. Na verdade, acredito que desisti de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="ImgGrd"><img src="http://anacronicas.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/desisti.jpg" alt="Desisti" title="Desisti" width="510" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-313" /></div>
<p>Apesar do cheiro forte e provocante de páginas amarelas pelo tempo – o que, confesso, me atrai durante uma leitura – e apesar da chuva fina que fechava a tarde na cidade, eu não terminei de ler o livro. Não momentaneamente, eu decidi não saber o resto da história. Na verdade, acredito que desisti de ler ainda nas primeira páginas, quando já não acompanhava com muito fervor o enredo e já não sabia responder direito quem eram aqueles personagens enlaçados na trama que meu olhos, de forma despreocupada, percorriam.</p>
<p>Tal qual uma farpa perfurando o tecido da mão, lá está o livro na cabeceira, ainda implorando para um esforço final. Não, não irei ler. Ficarei sem jamais saber o que as estradas daquele país em desconstrução reformada irão sustentar. Também não me importa se as baleias, quando desembarcam na costa da praia, são fatiadas desesperadamente sem nem mesmo o soluço cessar. E também já não me prendem os trejeitos e estórias que o menino bastardo enuncia a cada novo capítulo. Isto agora é um passado.</p>
<p>Essa história desconhecida e que jamais será pontuada dentro de mim me amedronta. Será que sou assassina de um imaginário partilhado? Será que apenas mantive eles sempre intrigados? Será um crime continuar ou desistir? Posso profanar cada página sem medo de que esta terra sonâmbula possa enfim, entre seus devaneios e pesadelos, me engolir? </p>
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