Ana Maria Amorim odeia se apresentar pela profissão, mas é jornalista. Mergulha diariamente seus pensamentos em utopias, depois os rasga com realidade. Disfarça timidez com extroversão - sofrimento com sorriso. Ou vice-versa.
engoli o mundo
enroscou-se em minha garganta
torcendo-a em sua órbita elíptica
vazio eu permanecia
sem nada ingerir que fizesse
me sentir por dentro
a fome do mundo sufocava
a falta de palavras para expressá-lo
gritá-lo não podia
cuspi-lo tampouco
mas ele não descia
e eu permanecia
sem voz nem suspiro
o mundo, percebi,
não cabe em mim
mas nele também não caibo
sem soletrá-lo em poesia
mudo, mudo…
vasto mundo!
(essas letras não são minhas. são dele. <3 )
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